Para se qualificar como “município verde” e sair da lista do Ministério do Meio Ambiente e alcançar o desembargo, Marabá precisa apresentar desmatamento inferior a 40 quilômetros quadrados, fazer um pacto de combate ao desmatamento com a sociedade civil, criar um grupo de combate ao desmatamento, fazer verificações em campo, ter 80% da área cadastrável inserida no Cadastro Ambiental Rural (CAR) (atualmente tem 84,7%) e estruturar a gestão ambiental municipal.
“O município precisa avançar nas metas do MPF e do PMV. Investiremos mais recursos em 2014, para avançarmos no combate ao desmatamento, e também na formação e capacitação da equipe da secretaria e na aquisição dos equipamentos necessários para a verificação em campo”, disse o secretário municipal de Meio Ambiente de Marabá, Carlos Brito.
Segundo dados divulgados no último dia 14, pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia (Prodes), do Ministério do Meio Ambiente, o desmatamento subiu no Pará de 1.741 quilômetros quadrados para 2.379 quilômetros quadrados, no comparativo entre 2012 e 2013, o que corresponde a um aumento de 37%, número superior ao aumento na Amazônia, mas abaixo de outros Estados, como Mato Grosso (52%), Roraima (49%) e Maranhão (42%).
A estimativa da taxa anual do desmatamento medida pelo Prodes aponta terem sido desmatados 5.843 quilômetros quadrados no período de agosto de 2012 a julho de 2013, um aumento de 28% em relação à estimativa anterior. Nos últimos meses, porém, o desmatamento voltou a cair, segundo Justiniano Netto, e os meses de julho, agosto e setembro de 2013 apontaram quedas significativas nos números do desmatamento no Estado, de acordo com os alertas do Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e do SAD, do Imazon.
Mesmo com a alta anunciada pelo Prodes, os dados de 2013 ainda representam a segunda menor taxa histórica já registrada na Amazônia e no Pará, atrás apenas do ano de 2012.
(Folha do Bico - Postado por Agência Araguaia CAPC em 21 de novembro de 2013 em Pará)
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