24 fevereiro 2014

Para Dilma, parceria Mercosul-UE vai ajudar a recuperar economia mundial

24/02/2014 10h28 - Atualizado em 24/02/2014 11h38

Presidente se reuniu com autoridades do bloco europeu em Bruxelas.
Ela rebateu criticas a política de incentivos na Zona Franca de Manaus. 


Juliana BragaDo G1, em Brasília

Dilma Rousseff dá declaração à imprensa em Bruxelas ao lado dos presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (24) que a integração entre o Mercosul e a União Europeia contribuirá para a recuperação da economia mundial. Em declaração a imprensa, ao sair VII Cúpula Brasil União Europeia, Dilma disse ter levado aos presidentes europeus sua intenção de levar adiante as negociações para firmar o acordo de Associação entre Mercosul e União Europeia. No encontro com Dilma, estavam o presidente do Conselho Europeu, o belga Herman Von Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso.

“Acredito que esse será uma grande contribuição que nós vamos dar para a recuperação econômica para os países do mundo, em especial para os de duas regiões tão importantes, como é o caso do Mercosul e União Europeia”, afirmou Dilma.

Está prevista uma reunião técnica entre os dois blocos econômicos para o dia 21 de março. A expectativa é que, nesta data, os dois blocos consigam fixar uma data para fazerem uma troca de ofertas.
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“Eu quero dizer que o Mercosul está fazendo um grande esforço para consolidar a oferta. Eu tenho certeza que houve uma grande evolução. Tenho certeza que o lado europeu fará o mesmo”, afirmou.

Dilma também rebateu as críticas feitas pela União Europeia à Zona Franca de Manaus. O bloco econômico fez uma consulta a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre s subsídios dados ao Brasil à Zona Franca. Ela afirmou que, ao gerar emprego e renda à população do Amazonas, a Zona Franca evita o desmatamento, já que “derrubar árvores e muito lucrativo”.

"Nós estranhamos a contestação pela Europa na OMC - mesmo sabendo que se trata apenas de consulta prévia -, de programas que são essenciais para o desenvolvimento sustentável da economia brasileira", afirmou a presidente.

Dilma disse ainda que comunicou na reunião a surpresa com o fato de, segundo ela, a Europa contestar uma "produção ambientalmente limpa" e "fundamental para conservar a floresta em pé".

"Assinalei minha surpresa de que a Europa, região tão preocupada com questões ambientais, conteste uma produção ambientalmente limpa, que gera emprego e renda e que é instrumento fundamental para a gente conservar a floresta em pé", disse Dilma.

Destacando que a região abriga a maior florestal tropical do mundo e uma das maiores reservas de água, Dilma afirmou que “preservá-la implica necessariamente isso que o governo brasileiro gasta ali. O governo brasileiro gasta um recurso bastante significativo ali”, concluiu.

Segurança na internet
Dilma Rousseff afirmou que o Brasil e a UE concordam que há necessidade de uma “arquitetura de governança” na internet que garanta o direito à privacidade dos cidadãos, das empresas, a neutralidade da rede. A presidente reforçou o convite para os países que integram o bloco participarem da reunião Multi-setorial Global sobre a Governança da Internet, a se realizar em abril, em São Paulo.

Durante o encontro desta segunda, o Brasil tratou com o bloco europeu a respeito do projeto de ligar os dois continentes por cabos de fibra ótica submarinos.

“Essa é uma questão importante para o Brasil e essa ligação com a Europa significa uma diversificação das conexões que o Brasil tem com o resto do mundo”, disse Dilma. Ela ainda acrescentou que a ligação é estratégica para o Brasil. Na avaliação da presidente, se a política for adotada “de forma concreta”, os dois estarão dando “uma grande contribuição” para ter relações seguras entre os países envolvidos.

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