Data do post: 24/04/2014 21:47:51 - De: Mouranet
Na noite desta quinta-feira (24), a
Força Aérea Brasileira (FAB) suspendeu o trabalho de remoção dos
destroços do bimotor que caiu próximo a Jacareacanga, sudoeste do Pará. As equipes devem voltar para a mata e retomar as ações na manhã de sexta (25).
Nesta
manhã, um helicóptero da FAB transportou os equipamentos que estão
sendo usados no trabalho de retirada do bimotor. Os militares estão
usando uma bomba d’água para drenar a área onde o avião caiu, que fica
em uma região alagada.
Como o avião está submerso, apenas a
calda do bimotor está visível. As equipes também estão usando um
equipamento chamado talha, que tem a função de um guindaste para retirar
o avião.
A aeronave de matrícula PR-LMN,
desaparecida desde o dia 18 de março, foi encontrada na última
terça-feira (23) pelo garimpeiro Fausto Pereira. "Vi a mais um menos uns
cem metros e me assustei, fiquei assustado. A asa do avião estava meio
em pé, aí eu fui e lembrei: ’ah, não é o avião’", relata o garimpeiro.
Militares e voluntários abriram uma
clareira para facilitar o acesso até onde o avião foi encontrado. A área
é muito íngreme e difícil para descer, o chão é escorregadio, tem muita
lama. É preciso andar por cima do tronco de uma árvore para chegar até o
ponto exato do local onde está o avião.
Sem sobreviventes
Parentes das cinco vítimas que estavam no avião já foram informados pela
FAB que não há sobreviventes. "A gente tinha esperanças sim de que iam
encontrar. Foi muito difícil", lamentou a esposa de Luiz Feltrin, piloto
do bimotor.
Rosaline Campos, irmã da técnica de
enfermagem Rayline Campos, que mandou um SMS antes do avião desaparecer,
disse que as famílias estão preocupadas com a operação de resgate. "No
momento eu não estou a par disso tudo. Na situação em que nós estamos, a
gente só está se concentrando em saber dos resgatas, se tem gente viva
ou morta. Não fui eu quem fiquei responsável (pela recompensa)".
Dificuldade
O delegado de Jacareacanga, Lucivelton Santos, acompanha o trabalho de resgate e diz que a geografia dificulta bastante o acesso e remoção do avião . "Estão tentando tirar o avião, só que ele está enterrado em uma grota, que é tipo como se fosse um poço. Tem bastante água e isso deixa o avião pesado", explica.
Acidente
O bimotor saiu de Itaituba às 11h40 do dia 18 de março com 5 pessoas a bordo: o piloto Luiz Feltrin, as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, e o motorista Ari Lima.
A aeronave fez o último contato com a
torre cerca de uma hora e vinte minutos após a decolagem. A causa do
acidente está sendo investigada pelo Serviço Regional de Investigação e
Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).
Segundo a FAB, a missão de resgate durou 35 dias e envolveu 50 militares. A FAB contabilizou mais de 230 horas de voo e a área coberta ultrapassou a 28 mil km² sobrevoados, equivalente a cinco vezes o território do Distrito Federal, utilizando um helicóptero H-60 Black Hawk, aeronaves P-95 Bandeirante Patrulha e SC-105 Amazonas, além da aeronave de patrulha P-3 AM. O mau tempo na região, especialmente a formação de nevoeiros, a cheia no Rio Tapajós e a vegetação dificultaram os trabalhos.
Segundo a FAB, a missão de resgate durou 35 dias e envolveu 50 militares. A FAB contabilizou mais de 230 horas de voo e a área coberta ultrapassou a 28 mil km² sobrevoados, equivalente a cinco vezes o território do Distrito Federal, utilizando um helicóptero H-60 Black Hawk, aeronaves P-95 Bandeirante Patrulha e SC-105 Amazonas, além da aeronave de patrulha P-3 AM. O mau tempo na região, especialmente a formação de nevoeiros, a cheia no Rio Tapajós e a vegetação dificultaram os trabalhos.
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