25 abril 2014

ELEIÇÕES INDIRETAS. 'Golpe de estado', diz Marcelo Lelis. 'É um golpe político', afirma Josi. Quem tem razão?

24/04/2014 11:33:16 - De: Mouranet

A afirmação tem gerado uma enorme debate entre os deputados governistas e de oposição sobre a condução da eleição indireta. Para alguns parlamentares a renúncia do governador, Siqueira Campos foi um golpe de estado.

Já para os deputados governistas, pertencente ao grupo Siqueirista, a eleição indireta é um processo democrático, o que foi defendido pelos deputados Frederico Jorge (SDD), Wanderlei Barbosa (SDD) e Amélio Cayres (SDD), acusando, ainda, os oposicionistas de tentarem confundir a cabeça dos eleitores menos conscientes.

Os governistas tentam, a todo custo, fazer os eleitores tocantinenses acreditar que a eleição realmente é um processo democrática, e que não houve golpe de estado como foi afirmado por Marcelo Lelis.

Contudo, conforme foi apontado pela deputada Josi Nunes (PMDB), o processo de votação em si não é um golpe de estado, mas é caracterizado um golpe político, já que as renúncias foram feitas para que o filho do ex-governador renunciado, Eduardo Siqueira Campos (PTB) pudesse sair candidato ao governo do Tocantins.

A parlamentar afirmou, ainda, que somente no Estado do Tocantins a renúncia do vice-governador, João Oliveira (DEM), aconteceu primeiro, para depois de confirmado, acontecer a renúncia ao mandato do ex-governador.

Josi caracterizou a manobra como um golpe político, pois a renúncia de João Oliveira, antes da renúncia de Siqueira Campos foi justamente para garantir que o vice não voltasse atrás das negociatas e atrapalhasse os planos de candidatura de Eduardo Siqueira.

De acordo com a deputada, a forma como foi feita a renúncia é que demonstra o golpe político dos Siqueiras, para que pudessem manter sua hegemonia no comando do Tocantins. “Tudo o que foi feito, foi para manter a hegemonia de uma família no poder”, disse Josi.

Democracia, será?

Amélio Cayres até que tentou engrossar o coro de Frederico Jorge e de Wanderley Barbosa na justificativa da renúncia e que o mesmo é um processo democrático, já que será votado pelos deputados.

No entanto, o parlamentar se esquece do fato de que todos os deputados governistas trabalham pelo interesse do Executivo e não tem atuado como um legitimo representante do povo na Casa de Leis do Tocantins.

Como a votação será feita pelos deputados, e não pelos mais de 1 milhão de leitores tocantinenses, e como a maioria deles, a bancada governista, têm somente atendido às demandas e vontades dos Siqueiras, fica bem claro que o processo eleitoral não é tão democrático como afirmam Fredeirco, Wanderley e Amélio Cayres.

Esta eleição, como foi afirmado por Josi e demais oposicionistas, é uma forma de tentar manter a candidatura de Eduardo tendo o respaldo do governo para sua campanha política. E isto gera uma preocupação, já que o novo governador, que deverá ser Sandoval Cardoso (SDD), não sera escolhido para governador o Tocantins, mas para atender aos interesses políticos da família Siquiera, que tem desgovernado o estado nestes mais de três anos do último mandato.

Fonte: cenariotocantins.com.br Foto: Reprodução

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