24/04/2014 11:33:16 - De: Mouranet
A
afirmação tem gerado uma enorme debate entre os deputados governistas e
de oposição sobre a condução da eleição indireta. Para alguns
parlamentares a renúncia do governador, Siqueira Campos foi um golpe de
estado.
Já para os deputados governistas,
pertencente ao grupo Siqueirista, a eleição indireta é um processo
democrático, o que foi defendido pelos deputados Frederico Jorge (SDD),
Wanderlei Barbosa (SDD) e Amélio Cayres (SDD), acusando, ainda, os
oposicionistas de tentarem confundir a cabeça dos eleitores menos
conscientes.
Os governistas tentam, a todo custo,
fazer os eleitores tocantinenses acreditar que a eleição realmente é um
processo democrática, e que não houve golpe de estado como foi afirmado
por Marcelo Lelis.
Contudo, conforme foi apontado pela
deputada Josi Nunes (PMDB), o processo de votação em si não é um golpe
de estado, mas é caracterizado um golpe político, já que as renúncias
foram feitas para que o filho do ex-governador renunciado, Eduardo
Siqueira Campos (PTB) pudesse sair candidato ao governo do Tocantins.
A parlamentar afirmou, ainda, que
somente no Estado do Tocantins a renúncia do vice-governador, João
Oliveira (DEM), aconteceu primeiro, para depois de confirmado, acontecer
a renúncia ao mandato do ex-governador.
Josi caracterizou a manobra como um
golpe político, pois a renúncia de João Oliveira, antes da renúncia de
Siqueira Campos foi justamente para garantir que o vice não voltasse
atrás das negociatas e atrapalhasse os planos de candidatura de Eduardo
Siqueira.
De acordo com a deputada, a forma como
foi feita a renúncia é que demonstra o golpe político dos Siqueiras,
para que pudessem manter sua hegemonia no comando do Tocantins. “Tudo o
que foi feito, foi para manter a hegemonia de uma família no poder”,
disse Josi.
Democracia, será?
Amélio Cayres até que tentou engrossar o
coro de Frederico Jorge e de Wanderley Barbosa na justificativa da
renúncia e que o mesmo é um processo democrático, já que será votado
pelos deputados.
No entanto, o parlamentar se esquece do
fato de que todos os deputados governistas trabalham pelo interesse do
Executivo e não tem atuado como um legitimo representante do povo na
Casa de Leis do Tocantins.
Como a votação será feita pelos
deputados, e não pelos mais de 1 milhão de leitores tocantinenses, e
como a maioria deles, a bancada governista, têm somente atendido às
demandas e vontades dos Siqueiras, fica bem claro que o processo
eleitoral não é tão democrático como afirmam Fredeirco, Wanderley e
Amélio Cayres.
Esta eleição, como foi afirmado por Josi
e demais oposicionistas, é uma forma de tentar manter a candidatura de
Eduardo tendo o respaldo do governo para sua campanha política. E isto
gera uma preocupação, já que o novo governador, que deverá ser Sandoval
Cardoso (SDD), não sera escolhido para governador o Tocantins, mas para
atender aos interesses políticos da família Siquiera, que tem
desgovernado o estado nestes mais de três anos do último mandato.
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