13 outubro 2013

ESTADO. Tocantins está na rota das descargas elétricas, segundo o Elat

Data do post: 13/10/2013

Com a chegada do período chuvoso no Estado, cresce também a preocupação com as descargas elétricas, popularmente conhecidas como raios. E não é por menos. Segundo dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), somente em 2010, o Estado registrou sete mortes ocasionadas por raios, ficando em 3º lugar no ranking brasileiro, perdendo para os estados de São Paulo que liderou a lista com 12 mortes e Pará, com oito mortes.


De acordo com a pesquisa, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial na incidência de raios, com 57,8 milhões de ocorrências por ano. No período de 2000 a 2009, foram 1.321 mortes ocasionadas por descargas elétricas, sendo que 61% das mortes ocorreram na zona rural, contra 26% na zona urbana. A pesquisa aponta que 82% das vítimas são homens e 18%, mulheres. A faixa etária mais atingida é de 20 a 39 anos.
Ainda segundo o Elat, o período que vai de outubro até março é considerado temporada de raios no Brasil, devido ao aumento de tempestades.
Os raios são fenômenos da natureza, mas causam mortes e prejuízos. A auxiliar de serviços gerais Cleres Meireles da silva, 41 anos, sabe bem o perigo de um raio. Ela carrega nas pernas e costas as cicatrizes de queimaduras causadas por uma descarga elétrica, que atingiu sua casa em abril deste ano, no Setor Taquari, na Capital. "Deus me deu um livramento muito grande. Mesmo tendo perdido geladeira, televisão e som, sou grata a Deus pela vida, pois muitos não têm esse privilégio de sobreviver", agradece.


Na época, o caso de Cleres foi mostrado pelo Jornal do Tocantins (JTo). O raio que atingiu uma árvore também causou estragos no barraco de madeira, onde ela morava com a irmã. "Tenho trauma daquele momento. Eu estava deitada, quando ouvi o estrondo e vi um clarão. Só senti algo no meu corpo e parece que a minha mente apagou", relata.
O aposentado Edmundo Quintliano da Silva, 75 anos, que também mora no Taquari, conta que no mesmo dia sua casa teve parte de uma parede derrubada, por ser atingida pelo raio. "Eu estava deitado na rede e depois de ouvir um forte barulho senti os tijolos caindo em mim", relembra, destacando que sua televisão queimou no mesmo instante.


FATALIDADE


Ser atingido por um raio e sobreviver nem sempre é o que acontece. Em novembro de 2012, o JTo mostrou o caso de duas mulheres Terezinha das Dores, 60 anos, e Neuza Maria da Penha Xavier, 41 anos, que morreram após serem atingidas por uma descarga elétrica. Elas estavam em um bar, na Fazenda Dois Riachos, à margem da TO-342, a 20 km de Miranorte, a 77 km da Capital. Na ocasião, o raio também atingiu dezenas pessoas, nos quais três delas, Lucimar Maria de Aguiar Bastos, de 41 anos, Mário Ribeiro Silva, de 38 anos, e Walisson da Paz Rodrigues, de 16 anos, tiveram queimaduras.


INCIDÊNCIA


O meteorologista do Núcleo Estadual de Meteorologia e Recursos Hídricos (Nemet -RH) da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), professor José Luiz Cabral, explica que a grande incidência do fenômeno no Tocantins ocorre devido fatores geográficos da região. "São muitos. Principalmente, devido à proximidade com da Linha do Equador. Essa nossa boa posição geográfica com a Linha do Equador favorece a incidência de descargas atmosféricas. O outro seria a climatologia, pois o nosso principal mecanismo de chuva está associado a essas descargas. Temos chuvas fortes de vento, intensas e com descargas, mas com pouca duração", explica.

Fonte: Portal Mouranet / Jurbiléia Pinto/JTo Foto: Divulgação

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