30 setembro 2014

Como e onde encontrar a felicidade?, por Marcelo Cardoso

Publicada em 29/09/2014 - De: O Girassol

OPINIÃO

Quem é feliz produz mais, se relaciona mais, tem mais amigos, tem mais saúde, tem mais vida.

Foi-se o tempo em que o simples fato de ter um trabalho com um bom salário e benefícios era sinônimo de satisfação e felicidade. Hoje queremos mais, queremos também o sucesso. O sucesso hoje é sinônimo de felicidade.

Se você não é bem sucedido profissionalmente - ou seja, tem um cargo importante, é reconhecido na sua área -, você não é feliz. Se você não tem seu carro, seu apartamento, casa na praia e uma família, você não é feliz. É isso que a sociedade atual considera o sinônimo de felicidade. Se você está fora desse padrão, você não é feliz e pronto.

E então, vem a rápida conclusão: não sou feliz por causa do meu trabalho. Muitos funcionários culpam a empresa por sua infelicidade profissional. É o chefe que não te reconhece, o excesso de trabalho que tira sua energia para estudar, é o ambiente que é muito ruim e não te deixa crescer.

Então, até aqui, temos duas questões para discutir. A primeira: “meu trabalho não me deixa ser feliz”. A segunda: “não conquistei nada na vida, por isso, não sou feliz”. Existem dois tipos de interferências externas, o círculo de influência e o círculo de preocupação. Círculo de influência é onde podemos mudar e alterar os resultados, somos nós que influenciamos. O círculo de preocupação, não há como alterar os resultados, pois depende das outras pessoas.

Enquanto atribuirmos a responsabilidade da nossa felicidade aos outros, estaremos fugindo do nosso círculo de influência de mudar isso. Imagine que em uma empresa está tendo rumores que haverá algumas demissões e esta informação chega até você. Está no seu círculo de influência ou de preocupação ser mandado embora?
A decisão está no seu círculo de preocupação, pois não depende de você. Mas, é dentro do seu círculo de influência, que você pode agir para minimizar esta possibilidade. Resumindo, o sucesso profissional depende unicamente de nós mesmos. Portanto sua felicidade no trabalho depende de você e deve sempre estar no seu círculo de influência.

As pessoas são bem sucedidas porque trabalham felizes, não são felizes porque são bem sucedidas. As pessoas que conseguem extrair o melhor de si mesmas, que enxergam a felicidade em pequenas coisas, que buscam o melhor a cada dia, sem se influenciar negativamente com o ambiente, e sim, influenciando positivamente tudo ao seu redor, tem a total propensão a ter sucesso profissional.

E quando falamos em sucesso, isso não quer dizer, que ela deve ser rica. E então, entramos na segunda questão. Dinheiro e conquistas materiais não são sinônimos de felicidade. Já não vimos por aí pessoas que tem tudo, mas são vazias? Por outro lado, pessoas que vivem em condições mais simples e são extremamente felizes? Satisfeitas com suas famílias, com seus trabalhos, com sua condição de moradia?

Quem é feliz produz mais, se relaciona mais, tem mais amigos, tem mais saúde, tem mais vida. Quem é feliz, já é um sucesso garantido. Quem é feliz vai sempre acreditar, vai sempre buscar, não somente por resultados, mas por entender o sentido do que é a vida, a busca incessante por tudo que nos faz sermos melhores.

E para uma reflexão, deixo aqui uma parte do livro “12 Segredos Simples Da Felicidade No Trabalho”, de Glenn Van Ekeren, que diz: “Observo que as pessoas mais infelizes com seu trabalho são aquelas que preferem pensar constantemente em si mesmas e em como são infelizes. As pessoas mais felizes que tenho encontrado estão tão ocupadas em criar e gozar a vida, que elas nem mesmo pensam em ser felizes. Felizes são somente aqueles que direcionam a mente para objetivos que não são sua própria felicidade, mas sim, para a felicidade das outras pessoas, para o desenvolvimento do ser humano, para uma busca empreendida como meio, não como um fim ideal em si mesmos”. Pare de perseguir a felicidade, você tem que extraí-la de dentro de você.

Marcelo Cardoso é especialista em coaching, PNL (Programação Neuro Linguística) e fundador da Arco 7.

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