Domingo, 08/02/2015, 09:20:28 - Atualizado em 08/02/2015, 09:30:57 - De Diário Online
Da Web/Reprodução
Um tremor nas mãos que parece ser inofensivo pode esconder uma doença degenerativa e sem cura. No Brasil, não há um número exato de pessoas com o mal de n, porém estima-se que 1% da população acima dos 65 anos possuem a doença.
O mal afeta mais os homens do que as mulheres em uma proporção de 3 para 2 e não tem cura. Porém, é possível prolongar a vida do paciente com qualidade de vida, desde que haja o diagnóstico precoce e acompanhamento por profissionais experientes.
Para isso, os especialistas recomendam que é necessário ter uma equipe multidisciplinar, onde o neurologista trabalha com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, nutricionista, dentista, professor de trabalhos manuais que envolva arte e o mais importante: a família.
Para esclarecer sobre o desenvolvimento do mal, o DIÁRIO conversou com o neurologista Marcus Vinicius Della Colette, secretário do Departamento Científico de Transtorno do Movimento, da Academia Brasileira de Neurologia. Para ele, a enfermidade é tratável e o paciente pode levar até 15 anos com qualidade de vida.
Não existe uma causa isolada que evidencie o Parkinson, porém diversos fatores podem desencadear a enfermidade. “O principal fator do aparecimento da doença é a idade. Em alguns casos, pode-se relacionar com o meio ambiente e a genética”, pontuou.
O diagnóstico pode ser dado por um neurologista, assim como por um geriatra, mas é evidenciado através dos sintomas do Parkinson, que logo são identificados – pois além de ser desencadeado em pessoas com mais idade –, ele também tem indícios caraterísticos. “É uma doença sistêmica e não apenas atinge o sistema nervoso e os neurônios. Com a progressão, ele atinge várias partes do organismo. Porém, os sintomas mais comuns são os tremores, a lentidão dos movimentos, a rigidez e o desequilíbrio. Eles aparecem em conjunto”, descreveu o especialista. “Com o passar do tempo, os sintomas podem se agravar. A pessoa pode ficar com problemas na fala, que pode ficar enrolada, dificuldades de desenvolver as palavras, de deglutir alguns alimentos, de ficar também com o intestino mais preguiçoso. Além disso, podem haver possíveis esquecimentos e descontrole da pressão arterial”, completou Marcus Vinicius Della.
Sinais da doença
A síndrome parkinsoniana ou parkinsonismo se define pela presença de quatro sinais cardinais: tremor de repouso, rigidez, lentificação dos movimentos e alteração do equilíbrio. São necessários pelo menos dois sinais para se diagnosticar uma síndrome parkinsoniana.
Sintomas
- Tremor em 70% dos pacientes (nas mãos, pernas e queixo)
- Rigidez
- Alteração do equilíbrio
- Perda da coordenação motora
- Alguns sintomas podem aparecer antes das manifestações motoras, como a diminuição do olfato, sintomas depressivos, alterações do sono, constipação intestinal
- Ansiedade e cansaço e desaparece durante o sono.
Causas
O Parkinson ocorre quando as células nervosas do cérebro que produzem dopamina são destruídas lenta e progressivamente. Sem a dopamina, parte do cérebro não pode enviar mensagens corretamente. Isso leva à perda da função muscular. O dano piora com o tempo.
Tratamento
Não existe ainda cura da doença de Parkinson, mas há tratamento para aliviar os sintomas e proporcionar uma melhor qualidade de vida ao longo dos anos.
Para controlar os diversos sintomas, existem alguns tratamentos que pode prolongar a vida com qualidade. “O tratamento principal é o uso de medicamentos. Com ele, o paciente consegue ter uma vida normal, aliado à prática de exercícios físicos. Eles são remédios que podem ser encontrados no SUS (Sistema Único de Saúde)”, afirma o neurologista. Assim com o Alzheimer, o Parkinson não tem cura. Entretanto, ele não leva o paciente a óbito, podendo ser um agravante de outras doenças.(Diário do Pará)
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