13/03/2014 12h52
O deputado estadual Sargento Aragão, autor da proposta que criou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que vai investigar as aplicações financeiras do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev), disse na manhã desta quinta-feira, 13, que vai cobrar da Messa Diretora da Assembleia Legislativa a instalação da Comissão, na próxima semana.
O parlamentar informou que vai solicitar também a disposição de um escrivão e de um delegado de polícia para acompanharem os andamentos dos trabalhos durante a CPI. O objetivo, segundo ele, é dar mais “clareza” aos trabalhos da comissão.
A CPI do Igeprev ainda não foi instalada porque no momento há outras duas em andamento na Casa: a CPI da Saneatins e a da Celtins. Mas a da Celtins – que investiga possíveis irregularidades que levaram à intervenção na concessionária de energia elétrica do Tocantins – será encerrada na próxima semana.
Assinaturas
Ainda em novembro, Aragão apresentou o documento do pedido de CPI, com 14 assinaturas: Sargento Aragão, Marcelo Lelis (PV), Freire Júnior (PV), José Roberto (PT), José Augusto Pugliese (PMDB), Luana Ribeiro (PR), Wanderlei Barbosa (SDD), Solange Duailibe (SDD), Stálin Bucar (SDD), Amália Santana (PT), Eli Borges (PROS), Manoel Queiroz (PPS), Raimundo Palito (PEN) e Josi Nunes (PMDB).
Na pauta da CPI está a liquidação extrajudicial da empresa Diferencial Corretora de Títulos e Valores, por parte do Banco Central. A empresa administrava cerca de R$ 150 milhões do Fundo Previdenciário, o que corresponde a 5% do saldo estimado dos R$ 2,5 bilhões do fundo.
Entenda
Desde o mês de março do ano passado Aragão tomou frente para questionar a atuação do Igeprev no Tocantins. Em requerimento aprovado em regime de urgência, ainda em março, o deputado fez um convite para que o presidente do Igeprev, Rogério Villas Boas, comparecesse na Assembleia Legislativa e prestasse esclarecimentos sobre aplicações financeiras do órgão.
Como o presidente não compareceu, Sargento Aragão apresentou um novo requerimento, também aprovado em regime de urgência, pedindo a convocação do presidente na Casa, que também foi sem sucesso.
O parlamentar também esteve em Brasília, e chegou a apresentar ao Ministério da Previdência um dossiê com todas as denúncias, que saíram na mídia, a respeito do Igeprev. (Rubens Gonçalves - Da Redação - com informações da assessoria de comunicação do deputado Sargento Aragão)
(Portal Stylo)
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