13/01/2015 20:07:38 - De TocNotícias
Dados são do Centro de Controle Externo da Atividade Policial do MP-MA.
O número de mortes violentas cresceu 24,7% em 2014, quando foram registradas 1.227 ocorrências contra 984 em 2013 nos quatro municípios da Região Metropolitana de São Luís, de acordo com o relatório final sobre crimes violentos letais intencionais (CVLI) e déficit no quadro das policias Civil e Militar do Centro de Apoio Operacional do Controle Externo da Atividade Policial (CAOp-Ceap) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) divulgado nessa segunda-feira (12).
De acordo com o MP-MA, a aferição das mortes por CVLI segue a metodologia indicada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), contabilizando óbitos por armas de fogo, armas brancas, instrumentos de ação contundente ou cortante, esgorjamento, estrangulamento, espancamento e agressão física.
Segundo o promotor de justiça e coordenador do CAOp-Ceap José Cláudio Cabral, a Organização das Nações Unidas (ONU) considera aceitável dez assassinatos para cada 100 mil pessoas por ano. "Na Ilha de São Luís, esse índice é 876,4%, acima da margem suportável. A violência tornou-se uma endemia", lamenta.
Os índices foram compilados a partir do acompanhamento mensal dos registros do Instituto Médico Legal (IML) e da Senasp. Não fazem parte do levantamento os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.
Déficit de policiais
Inspeções técnicas nos distritos e delegacias especializadas de São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar constataram que, em 2014, 289 inquéritos sobre mortes violentas não tiveram conclusões e encaminhamentos ao Poder Judiciário.
Também teria sido registrado número insuficiente de policiais militares. A recomendação da ONU é que haja um policial para cada 300 habitantes, mas, no Maranhão, segundo o MP-MA, há um policial para cada 822 pessoas. Para atingir o ideal de 22.836 policiais militares na ativa, deveriam ser nomeados mais 14.499 profissionais.
De acordo com o promotor Cláudio Cabral, a ausência de um Plano Estadual de Segurança e de políticas públicas para prevenir a criminalidade e a falta de compartilhamento de informações e ações conjuntas entre as instituições do sistema de Segurança Pública e Justiça contribuem para agravar a violência no estado maranhense.
Fonte: G1/MA
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários geram responsabilidade. Portanto, não ofenda, difame ou dscrimine. Gratos pela contribuição.