25 março 2014

Professores param por tempo indeterminado e aguardam "proposta decente"

24/03/14 10h1324/03/14 10h31

Além do PCCR, a categoria reivindica correção salarial, data-base; equiparação salarial; regularização dos repasses financeiros às escolas e retroativo das progressões

leia mais

Reivindicações


Denúncias


Da Redação

Professores da rede estadual decidiram deflagrar greve a partir desta segunda-feira, 24, e mais de 500 escolas tocantinenses estão com as atividades suspensas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado (Sintet), José Roque Santiago, o movimento é legítimo. “Pedimos apoio da comunidade em relação ao movimento da classe, pois estamos defendendo os nossos direitos. Até que o governo nos apresente uma proposta decente às atividades estão paralisadas”, ressaltou.

Na sexta-feira, 21, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), está agendada para o dia 31 deste mês uma reunião com a categoria para discutir a pauta. “Há mais de dois anos que reivindicamos o que ora voltou à pauta. Porque esperar mais tempo? Até lá, estaremos paralisados”, garantiu Santiago.

Foto: Divulgação
Santiago afirma que as escolas estão em decadência

Segundo o presidente, o plano de carreira dos professores precisa ser revisto. “Esta pauta está com o governo mais de dois anos e na última reunião o secretário Lúcio Mascarenhas disse que não tinha conhecimento do plano; também queremos as nossas progressões, pois são direitos adquiridos e queremos que a nossa data-base seja definida”, enumerou.

Em nota, ainda na sexta-feira, Mascarenhas e a secretária de Educação, Adriana Aguiar, afirmam que as reivindicações do Sindicato foram discutidas e muitas já tiveram definições ou encaminhamentos. “Já respondemos ao governo a forma que pleitamos a sugestão deles. Queremos revisão imediata, as progressões, os repasses para as escolas que não estão acontecendo. Visitamos várias escolas e as unidades não confirmam o repasse. Em 2012, ficaram três repasses pendentes. Em 2013, o governo repassou apenas três por escola. Eles afirmam que em 2014 o recurso está em dia, mas as escolas não confirmam esta informação. Eles precisam provar para nós com documento”, criticou o presidente.

Conforme Santiago, as escolas estão em decadência. “Energia está sendo cordada, fornecimento de água recebe ameaça de ser suspenso e material didático pedagógico que não tem”, garantiu.

Reinvidicações
Além das reivindicações citadas acima, a categoria pede ainda a Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); equiparação salarial; municipalização das séries iniciais; eleição para diretores de escola; retroativo das progressões e pelo fim das interferências políticas nas escolas.

(Conexão Tocantins)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários geram responsabilidade. Portanto, não ofenda, difame ou dscrimine. Gratos pela contribuição.