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O grande fato da semana foi a passagem do supertufão Haiyan pelas Filipinas. O fenômeno atingiu o país a partir da sexta-feira, dia 8 de novembro, com ventos superiores a 300 km/h e causou grande destruição, tendo arrasado a cidade de Tacloban. Na segunda-feira, a ONU divulgou que o número de mortos apenas nesta cidade seria superior a 10 mil - a organização já tinha colocado a contagem de mortos em mais de 10 mil no final de semana. No entanto, o governo filipino afirmou que as estimativas estavam exageradas. O certo é que milhares de pessoas morreram e o número de vítimas fataisseguiu incerto, mas aumentado, durante a semana.
Na segunda, dia 11, o governo do Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) assinaram um acordo para permitir um maior acesso às instalações nucleares do país. Chamado de "mapa do caminho", o acordo prevê a inspeção da central de Arak, que inclui um reator de água pesada e que nunca tinha sido vistoriado anteriormente. Segundo o negociador iraniano Ali Akbar Salehi, o acordo prevê seis fases, sendo a primeira destinada para "ciar mais confiança entre as partes".
Na terça, dia 12, uma agência da ONU divulgou um estudo que aponta que a América Latina é a única região do mundo onde o número de homicídios subiu entre 2000 e 2010, tendo subido 11%. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 11 dos países da região têm taxas de homicídios consideradas "epidêmicas" e foram responsáveis por cerca de 1 milhão de assassinatos na década analisada.
Também na terça, a Justiça do Egito decidiu encerrar o estado de emergência no Egito, que incluía um toque de recolher e vigorava há três meses, desde revoltas populares que sucederam a queda do presidente Mohamed Musi. A decisão inicialmente era uma antecipação da data prevista para o fim do estado de emergência, marcado para o dia 14. O governo, apesar de acatar a decisão da Justiça, acabou mantendo a data originalmente prevista para o encerramento da situação de exceção.
Na quarta, dia 13, o premiê israelenseBenjamin Netanyahu decidiu vetar um projeto de construção de 20 mil novas casas em colônias israelenses na Cisjordânia. O objetivo da decisão seria evitar um atrito com a comunidade internacional em um momento em que o país deseja influenciar as negociações sobre o programa nuclear iraniano. Apesar da volta da decisão de Netanyahu, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahoud Abbas, disse no mesmo dia que a delegação palestina abandonou as atuais negociações de paz devido à falta de progresso e aos anúncios de construção de novos assentamentos.
Também na quarta, o presidente egípcio deposto Mohamed Mursi disse que foi sequestrado pela Guarda Republicana e mantido em uma base naval um dia antes de ter sido formalmente destituído do poder pelos militares. Mursi, que segue preso, afirmou em carta lida na televisão que foi mantido contra sua vontade de 2 de julho a 5 de julho em uma casa da Guarda Republicana. Posteriormente, ele diz ter sido removido à força para uma base naval das Forças Armadas, onde permaneceu quatro meses.
Na quinta, dia 14, mais uma vez foi anunciada uma nova data para a aguardada conferência internacional sobre a Síria. De acordo com o jornal sírio Al-Watan, ligado ao regime Assad, o evento deve começar no dia 12 de dezembro. Mas, assim como das outras vezes, não é possível saber se a data será observada. No mesmo dia, Assad conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, conversaram por telefone sobre a conferência e o processo de eliminação das armas químicas do país. Os detalhes da conversa não foram divulgados.
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