Com o tema “Deus e o diabo na terra” o professor Paulo Rogério Rodrigues Passos (UNIDESC) abordou os paradigmas da religião na pós-modernidade. Segundo o conferencista, a pós-modernidade é admitida como um período de incertezas. Tal paradigma tem se refletido na relação do homem com o sagrado.
A religião, considerada um dos cimentos da sociedade, tem sido um elemento importante no processo de construção identitária. Embora antes da modernidade a religião fosse concebida como algo estanque e dogmático, na atualidade ela tem assumido características multifacetadas e fluídas. “O relativismo, o pluralismo, o efêmero, entre outros elementos passaram a permear a relação do homem com o sagrado”, acrescentou o professor Rogério Veras (UFMA).
A síndrome da escassez características às relações de produção antes da revolução técnica fora substituída pela síndrome do excesso. A exacerbação do ter (consumo) se tornou um traço marcante nas relações sociais, inclusive no campo religioso. Nessa perspectiva, a prosperidade tem sido associada à questão meritória cristã, destacou o conferencista Paulo Passos, ou seja, quanto maior a posse, mais abençoado é o fiel.
Não ao acaso, a pobreza na visão dos neopentescostalista é concebida como uma maldição. Este discurso reforça a ideologia da prosperidade. Para atender estes e outros anseios da sociedade pós-moderna tem havido uma profusão e surgimento de novas denominações religiosas, especialmente com o advento do movimento neopentencostalista. Esta mercantilização da fé tem favorecido a uma crescente competição entre as diferentes denominações religiosas e lançado novos paradigmas aos estudiosos desse campo do saber. Discutir e refletir sobre estas questões podem nos ajudar a compreender melhor o papel da religião em nossa sociedade na atualidade, acrescentou o palestrante Paulo Rogério Passos.
Folha do Bico - Postado por Agência Araguaia CAPC em 13 de novembro de 2013 em Maranhão
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