Li uma matéria do Instituto
Ciências Hoje, que relacionei à atual situação da Educação no Brasil, mais
especificamente no Estado do Tocantins, o título da matéria é “O mercado está
para Mestre”, dentre as muitas razões que justificava o título, destacava-se o
crescente número de egressos em cursos de mestrado no País nos últimos anos.
Mas o que é um mestrado? Em poucas palavras mestrado é um curso de
aperfeiçoamento mais aprofundado, com o objetivo de QUALIFICAR O PROFISSIONAL
além de torná-lo um PESQUISADOR. Aí me pergunto: qual instituição não quer bons
servidores? Qual gestor escolar não quer um quadro de profissionais da sua
escola bem qualificado? Qual aluno não quer ter excelentes professores?

Além da qualificação específica em
sua área os cursos de qualificação podem transformar o professor em um
pesquisador. Hoje a pesquisa, principalmente na área das ciências, é uma das
modalidades de ensino mais difundida no contexto escolar. O País já exporta
jovens pesquisadores para países como os Estados Unidos e Alemanha. Estes
jovens relatam que é uma experiência única poder representar o Brasil em
eventos internacionais, mas ressaltam que tudo começou na sua escola com
incentivo de seus professores, tornando evidente que o professor necessita de
qualificação. Porém não é tão simples assim.
O profissional geralmente tem que
custear o seu processo de formação para trabalhar em prol do Estado, mas
acredito que essa é uma dificuldade que é vencida pelos professores, mas os
corajosos que se dispõem a superar essa dificuldade se deparam com a falta de
apoio dos gestores de educação do Estado do Tocantins, que passam a perseguir
estes profissionais, deixando bem claro que não têm interesse em profissionais
qualificados, pois estes ao implantarem novas propostas de ensino estarão
despertando o senso crítico dos alunos e transformando a sociedade, que
passará a questionar porque que decisões políticas eleitoreiras são mais
importantes na escola do que alunos com a capacidade de produzir conhecimento e
transformar esta sociedade corrupta que a todos assola.
Esta mudança não acontecerá da
noite para o dia, necessita-se aí de políticas públicas, de incentivo à qualificação, como bolsas de auxílio financiadas pelo Governo do Estado, além
outras maneiras de incentivo, mas é fundamental que exista o BOM SENSO, e não o
senso comum, onde o professor é só mais um “empregadinho” do Estado.
DAILSON COELHO
ABREU
Professor de Biologia da Escola
Estadual Bela Vista
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